sábado, 7 de fevereiro de 2015

Pode serenar-te
Eu sou uma presa frágil
Quem me preda é o amor
Com ferocidade ele me consome
Eu sucumbo e sinto minha morte
Estou à espreita em tua boca
E confinado no teu estômago
Não profiro uma palavra a ninguém

Eu amo em silêncio
E amo o silêncio
Eu me parto em silêncio
E o silêncio me parte
Eu canto o silêncio
E isso me cansa

Ao fim do dia, és só mais um

Eu não moverei um passo a ti
Antes do teu chamado
Temo importunar-te
Estou aqui, arruinado
Talvez nem consiga alcançar-te
Então mostre-me um pouco de comiseração

Eu coreografo a dor em mim
A dor é a coreografia da vida

Eu me doo por amor
Eu me amo por doer
Eu me fendo sempre em vão
O vazio sempre irá me fender

Ao fim do dia eu aceito que sou desígnio dos sentimentos
Então durmo mais tranquilo
Um pouco cansado...

Nenhum comentário:

Postar um comentário